quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Duas irmãs

ato I

Duas meninas, meninas irmãs, mãos dadas, sonham com a vida, sonham com o futuro: "vou ser feliz? vai ser feliz? E, se feliz, vai estar ao meu lado? E, se apesar de feliz, olhar seu coração e senti-la infeliz, vou saber fazê-la feliz?E, se infeliz, olhar seu coração e senti-la feliz, poderei ser feliz por não sentir ciúmes da sua felicidade? Feliz ou infeliz, serei sua irmã para sempre. Nossas mãos nos conectam, conectam nossa alma...sou você, você sou eu...serei você amanhã, feliz ou infeliz. Cresceram e esqueceram a promessa de serem felizes e juntas. Envolveram-se com a vida, deixaram o tempo e dissabores endurecer-lhes os sentidos e não permitir amar e estarem juntas, demonstrar esse amor, o carinho de irmãs: abraçar, tocar, sentir, chorar, compartilhar e, juntas, recriarem o sentido da palavra irmanar. O telefone, por vezes o email, conecta, hoje, seus endurecidos corações.

ato II

Desconhecidas, empurradas pelo destino, duas mulheres, se olham e conversam sobre a vida, as desesperanças, os sonhos, os desatinos. Nem tudo foi como o planejado e sonhado quando meninas. Promessas foram desfeitas e não cumpridas, esquecidas no tempo... Não são irmãs, mas se desnudam e permitem se olharem como um espelho. Na alma vazia, se reconhecem e encontram na outra a irmã perdida no tempo. Não dão as mãos e caminham, dão a si mesmas a promessa da eterna cumplicidade.



sábado, 30 de julho de 2011

Aurora Vermelha

Uma exposição coletiva com pinturas e esculturas, onde participo com o quadro Aurora Vermelha marca, oficialmente, a inauguração da nova Galeria do "Espaço Paulista de Arte" (Rua Francisco Leitão, 190, Pinheiros, SP). A vernissage acontecerá ao meio dia de sábado, 6 de agosto, e a exposição seguirá até o dia 22. Estaremos te aguardando!

Terna.Eterna,Mente.Alma

Alternando viagens entre São Paulo, Nova York, Miami e São Francisco, Beatriz Black usa todo o tempo disponível no acompanhamento da arte contemporânea. A tendência, a vanguarda, a inovação. Principalmente da pintura: sua paixão. Beneficiam-se disso seus alunos do MuBE - Museu Brasileiro da Escultura – onde, para ela, lecionar é partilhar esse aprendizado, exercitar a criatividade individual, construindo em conjunto. Pinturas em papel arroz - técnica desenvolvida em São Francisco e que, futuramente, Bia Black irá ministrar no MuBE - integram a mostra no Conjunto Nacional (Paulista com Augusta) de 1 a 20 de agosto de 2011. A exposição “Terna. Eterna,Mente. Alma” nos traz uma coleção de pinturas introspectivas, aflorando sentimentos recentes, onde a perda sentida na ausência de alguém... que apesar de tão vivo na memória jamais voltará a lhe olhar nos olhos, mostra quão fútil pode ser a vida nos desencontros diários e quão rica pode ser o reencontro de alguém dentro da alma.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

No Ensigno do MuBE com whatever

Whatever








Como professora do MuBE participo da exposição Ensigno que acontece de 15 a 30 de junho de 2011, com a obra Whatever

Ensigno

Esta é, na verdade, a primeira exposição do gênero desenvolvida no MuBE, onde a proposta é a interação entre obra/público/artista.

"A possibilidade de criar e recriar. O verbete "ensigno" forjado para esta mostra, com os professores, busca em sua narrativa o foco transdisciplinar, ou seja: "o todo em tudo" mas com a compreensão da complexidade nos dias de hoje.", diz o convite oficial.

A partir do conceito "o caminho artístico", professor/artista, artista/professor criará uma obra que será sustentada em uma palestra/diálogo.

Este fórum ocorrerá durante a exposição: 14 professores, 14 obras, 14 palestras/diálogos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reencontro de Mãe e Filho

Reencontro de mãe e filho sempre é repleto de emoção. Não é diferente o reencontro entre artista e arte. Nos enxergamos no filho, mesmo percebendo a pessoa desconhecida que na verdade é. Nos vemos em nossa arte, mesmo quando ela adquire vida própria e se lança no mundo, valente e destemida; eles fazem parte de nós, como se não existíssemos mais sem eles, apesar de eles terem suas vidas, seus próprios destinos. Visitei a amiga Vivien, em seu escritório particular e, no amplo espaço que compõe o escritório, quatro obras minhas testemunham o dia-a-dia dos negócios. Na sala de reuniões, estrategicamente posicionado no alto da cabeceira da mesa, o quadro "verde disperso em tons" ameniza todas as agruras das decisões ali tomadas. Ele é meu, eu o pintei, passo a passo, detalhe por detalhe, mas, vendo-o ali, altivo e independente, nem parece ter sido minha criação. Aprecio as cores e formas; ele toca minha emoção e desconheço alguns propósitos destas formas e cores que dão a ele toda esta personalidade.

O azul e vermelho na Galleria Vittoria em Roma

Criada em l974, a Galleria Vittoria, na via Margutta, em Roma , volta-se para a arte contemporânea. A partir do conceito de vanguarda, organiza diversas exposições para grandes artistas Italianos e estrangeiros. A principal característica desta histórica galeria está na busca pelo relacionamento humano entre galeria e artistas, onde o convencional é deixado de lado, e através da colaboração ativa acontece a sinergia, a maneira não-formal levando a uma cooperação na promoção e, especialmente na confiança. Isso permite obter benefícios mútuos em termos de visibilidade para o mundo da cultura e do público. Escolheram entre meus quadros o "azul e vermelho" (ao lado) e o contexto se confirmou. De uma forma simples e verdadeira, a minha participação como artista estrangeira acontece. O "azul e vermelho" ficará exposto para observação e venda na Galleria Vittoria tendo transposto espaços geográficos e culturais, provando o quanto a arte pode ser universal.

sábado, 9 de abril de 2011

Intrépida ferrugem


Intrépido, desafiava o desconhecido, misterioso e instigante oceano. Uma onda desviada da rota, rebelde e traiçoeira, o atirou contra as rochas.
Rompida a estrutura, ele fez água, adernou e agoniza eternamente na paisagem da praia.
Nada mais resta, senão chapas de aço moldadas em forma de "V" que, agora, sucumbem à ferrugem.
A ferrugem é a oxidação do ferro (FeO): as moléculas de ferro reagem com as moléculas do oxigenio, formando o óxido de ferro, num eterno processo de transformação e desaparecimento.
O Navio, um dia, deixará de existir. Assim como nós, nossa arte, nossos sonhos, nossas construções.
Como convidada para a exposição A Arte Abstrata em 2011, escolhi esta obra que adentra ao
universo da metalurgia, do ferro, da oxidação e da constante transformação ... da vida.

Galeria Garcia Arte, de 13 à 23 de abril de 2011.